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Projeto usa artes marciais para empoderar mulheres do Oriente Médio

“Se você acha que será atacada em algum momento da sua vida, isso significa que você pode ser atacada”. Assim a jordaniana Lina Khalifeh, criadora do SheFighter, recebe suas alunas para um projeto pioneiro que ensina mulheres do Oriente Médio a lutar para não ter medo na rua e tomar as rédeas de suas vidas.
Meninas, adolescentes, universitárias, mães e até avós; todas são recebidas no estúdio de Khalifeh, que expõe agora sua experiência em entrevista à Agência Efe, durante uma conferência em Lisboa (Potugal), onde sua iniciativa atraiu muita atenção.
O SheFighter, primeiro estúdio de autodefesa da Jordânia, nasceu em 2012 e se espalhou por todo o Oriente Médio de uma forma meteórica, ensinando o processo a mais de 10 mil mulheres que agora, além de saberem reagir a uma agressão, melhoraram sua autoestima e, com ela, impulsionaram seu empoderamento na sociedade.
“Eu me concentro em capacitar as mulheres psicologicamente, não apenas fisicamente. Trabalho muito com sua autoestima, sua autoconfiança, suas crenças, para construir uma sociedade melhor, para se tornarem líderes e empreendedoras, para que sejam independentes. Esse é meu objetivo principal”, disse Lina.
Esta jovem jordaniana, que possui 20 medalhas no taekwondo – “três delas na faixa preta”, ressaltou – afirma que a ideia surgiu depois de ela ver a confiança em si mesma, graças ao seu sucesso no esporte.
“Eu não tenho medo de falhar, não tenho medo de arriscar, e queria mostrar isso para as mulheres. Dizer a elas que: nada acontece se você falhar, nada acontece se você for rejeitada, nada acontece se você cair às vezes, se perder alguém que ame. Você precisa seguir em frente”, explicou a lutadora.
“Eu encontrei o que me faz ir em frente e queria passar para outras mulheres”, resumiu Lina.
Os resultados são programas especializados de acordo com a idade e objetivos das alunas, as quais o SheFighter instrui para eliminar os medos que cercam sua vida.
“Se você acha que será atacada em algum momento da sua vida, isso significa que você pode ser atacada. Tem que eliminar esta ideia e enfrentar seus medos, e isso você faz no treinamento. Se enfrentá-lo, não voltará a sentir”, prometeu a criadora dessa iniciativa.
“Uma vez que você tiver esse conhecimento, se alguém quer te machucar, você saberá o que fazer. Mesmo que não saiba 100%, pelo menos terá o conhecimento para enfrentá-lo”, disse.
Lina, que também ensinou refugiadas sírias nos últimos tempos, está convencida de que a segurança pode ser adquirida através da aprendizagem da autodefesa, fazendo com que diminua a possibilidade de ser atacada.
“Se você estiver bem treinada em autodefesa e artes marciais, estará com muita confiança e automaticamente não atrairá ataques contra você”, afirmou Lina.
Com o sucesso de seu projeto, viajou para quase todos os continentes, onde visitou diversos países e conheceu centenas de mulheres para chegar a uma conclusão devastadora: todas necessitam deste conhecimento.
“Estive em Hong Kong, Europa, América do Sul, países da África, Estados Unidos, Oriente Médio… Todas as mulheres precisam. Em alguns países, onde elas se sentem suficientemente poderosas sem o treinamento de autodefesa e artes marciais, também precisam. Elas têm que admitir ser necessário o treinamento”, declarou Lina.
Sobre elas, acrescentou: “Eu entendo que ainda acreditem que são bastante poderosas, mas o treinamento dará a todas uma vida melhor, mais confiança em si mesmas e ferramentas para responder caso sejam atacadas em seu país ou no exterior. Elas saberão o que fazer”, finalizou.
Cynthia de Benito
fonte https://www.efe.com/efe/brasil/patrocinada/projeto-usa-artes-marciais-para-empoderar-mulheres-do-oriente-medio/50000251-3780266?utm_source=wwwefecom&utm_medium=rss&utm_campaign=rss
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