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DIA DOS PAIS: Após morte da filha, pai criou robô que "prevê" a morte usando inteligência artificial


Neste domingo (12) é comemorado o Dia dos Pais – sejam eles de primeira viagem, mais experientes, participativos na vida de seus filhos ou nem tanto assim.
O jornalista Gustavo Schuabb, de 26 anos, por exemplo, se tornou pai há cerca de um mês. Para ele, como um papai de primeira viagem, cada dia é um novo aprendizado.
“Eu estou aprendendo a ser pai ainda, né? Eu venho sofrendo com as noites mal dormidas. Eu tinha medo de pegar e pegar errado, machucar e até mesmo deixar cair. Então teve o parto, ele saiu de dentro da minha esposa e eu já tive que pegar ele no colo. Então eu tive que me acostumar com isso, que foi muito complicado para mim, de segurar a criança. Hoje eu já estou um pouco melhor, até porque eu já estou um pouquinho mais experiente com isso, né?”
Segundo ele, a chegada do filho trouxe uma alegria sem tamanho, mas junto com ela, vieram muitas dúvidas.
“A gente aprende, muitas vezes, na parte da dor. Ser pai é você aprender, na hora, uma leitura da criança, daquilo que ela está sentindo. E eu apanhei muito e continuo apanhando para poder identificar as necessidades do meu filho. O quê que ele está precisando, se é fome, se é sono, se é que precisa trocar fralda. Mas isso tudo vale a pena de você olhar aquela criança e acompanhar o desenvolvimento dela.”
Mas, nem todos os pais têm esta oportunidade de acompanhar o crescimento dos filhos. Em 2010, a filha de Jac Fressatto nasceu prematura e foi internada em uma UTI Neonatal de um hospital em Curitiba. Foi quando a sepse – mais conhecida como infecção hospitalar – mudou para sempre o rumo da vida de Laura, de seu pai e de muitas outras pessoas que viriam a se internar. Cruel, a doença fez Laura partir com apenas 18 dias de vida.
Para que outros pais não passassem pela dor do luto assim como ele, Jac Fressatto desenvolveu o Robô Laura, primeiro algoritmo que prevê a morte usando inteligência artificial para emissão de alertas em hospitais.
“Quando eu comecei a estudar a respeito do que tinha causado a morte dela, que era a sepse, eu entendi que não era um problema só de hospitais públicos ou do nosso país. É uma circunstância que acontece em todos os lugares do mundo. Eu entendi que a tecnologia podia ajudar muito porque se tratava de informações que já existiam, que estavam registradas em algum lugar, e que precisavam ser apenas resumidas, em tempo hábil, para que a equipe médica pudesse tomar a decisão de qual procedimento adotar. Então foi isto que motivou a construção da tecnologia.”
Atualmente, o Robô Laura salva uma vida por dia e opera em cinco hospitais. O software lê as informações dos pacientes e emite alertas que são enviados a cada 3,8 segundos à equipe médica, com o objetivo de sinalizar o quadro de pacientes com riscos de infecção generalizada, além de alertar com antecedência outros casos de deterioração.
Enquanto Jac Fressatto cuidava do desenvolvimento do Robô Laura, ele teve outros dois filhos: Léo e Maya. E hoje em dia, ele é convidado para dar palestras em todo o Brasil sobre a tecnologia que ele criou e para contar a sua história de superação.
Reportagem, Cintia Moreira
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